Controle Motor. Estamos fazendo isso certo?

De acordo com Shumway-Cook A e Woollacott MH, controle motor é definido como “a habilidade de regular ou direcionar os mecanismos essenciais para o movimento”. E o movimento, emerge da interação de três fatores: o indivíduo, a tarefa e o ambiente. A capacidade do indivíduo de atender à tarefas interativas e demandas ambientais determina a capacidade funcional dessa pessoa.

Por exemplo, um paciente com dor lombar, com déficit de controle motor, precisando de mais ativação dos glúteos em uma fase inicial de tratamento, poderia realizar um exercício de estabilização segmentar fazendo uma ponte (foco no indivíduo). Para o mesmo exercício com foco na tarefa, o paciente teria que manter os pés grudados no chão o tempo todo, ativando a musculatura posterior, enquanto o terapeuta tentasse “desgrudar” seus pés do chão.

Você consegue pensar em uma forma de adequar esse mesmo exercício ao ambiente?

Pois é… é muito difícil. Pois o modelo básico de “exercícios de controle motor”, pelo menos na ortopedia, preza o indivíduo e a tarefa, mas poucas vezes o ambiente. Para ativar os glúteos em um exercício básico de controle motor com foco no ambiente teríamos que mudar o exercício, pois a grande maioria dos exercícios básicos de controle motor são pouco transferíveis para as atividades de vida diária.

Cook e Woollacott enfatizam que focar apenas os processos do indivíduo sem levar em consideração o ambiente em que esse indivíduo se move ou a tarefa que ele está realizando produzirá uma imagem motora incompleta.

Exercícios e estratégias de controle motor para pacientes com dor lombar, com foco no ambiente desde fases iniciais, são mais interessantes por facilitarem a transferência do que foi “recalibrado” na sessão para as atividades de vida diária.

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REFERÊNCIAS

Shumway-Cook A, Woollacott MH. Motor Control: Translating Research Into Clinical Practice. 3rd ed. Philadelphia, PA: Lippincott Williams & Wilkins; 2007.

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