O nível de atividade física pode ajudar seu paciente com dor lombar?

Um estudo transversal, sugere que pacientes com dor lombar crônica tenham dificuldades em mensurar objetivamente seus níveis de atividade física, ao contrário de pessoas saudáveis. Nesse estudo, descobriu-se que 44% dos pacientes não tem noção do seu nível de atividade. Destes, 30% subestimam, ou seja, acham que fazem menos atividade, e 14% superestimam seu nível de atividade, achando que fazem mais (1).

Apesar de ser um estudo transversal, e ser necessário confirmação com estudos a longo prazo, podemos pensar como essa informação impactaria a prática clínica. Por exemplo: em um indivíduo com dor lombar que superestima seu nível de atividade física (acha que faz muito), seria mais difícil convencê-lo a realizar mais atividade física durante seu tratamento, se na sua avaliação você descobrisse que na realidade ele realiza pouco. Por outro lado, um indivíduo que subestima o seu nível (acha que faz pouco), mas realiza excesso de atividades, terá dificuldade em abrir mão de alguns períodos em troca do repouso (2).

Avaliar o nível de atividade física, deixa as orientações quanto ao comportamento de atividade do indivíduo com dor lombar mais específicas. Isso por sua vez, poderia ajudar a diminuir sobrecargas metabólicas ao longo do dia (excesso de fadiga, stress), garantindo a homeostase do organismo e por sua vez, ajudando na manutenção da função e diminuição da dor.

Em um texto anterior sobre o mesmo assunto, disse que ainda não existem ferramentas validadas para nível de atividade física na dor lombar. Ainda assim, considero a avaliação do nível de atividade física do indivíduo com dor lombar, mesmo que de forma não validade, uma das variáveis mais importantes para prescrição adequada de exercícios para essa população.

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REFERÊNCIAS

1 MGH van Weering, MMR Vollenbroek-Hutten, HJ Hermens. The relationship between objectively and subjectively measured activity levels in people with chronic low back pain. Clinical Rehabilitation 2011; 25: 256–263.

2 Abenhaim L, Rossignol M, Valat JP et al. The role of activity in the therapeutic management of back pain. Report of the International Paris Task Force on Back Pain. Spine 2000; 25(suppl): 1S–33S.

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